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E o caos continua…

Com a recente ameaça de greve, vereadores se manifestaram. Foto de Marina Demori/TV Anhanguera.

No sábado (03), a categoria dos trabalhadores do transporte rodoviário de São Luís decidiu, em Assembleia, deflagrar greve geral no serviço em resposta à decisão do Sindicato Patronal (SET) de parcelar o 13º salário desses trabalhadores em oitro parcelas.

De acordo com o anúncio dos trabalhadores, esse parcelamento não é a única ação que deixa a categoria descontente. Segundo o sindicato, vem acontecendo atraso no pagamento de salário, de ticket alimentação e até de férias.

Votação dos trabalhadores pela greve. Foto: Reprodução.

O que disseram os vereadores?

Na sessão de hoje na Câmara Municipal, esse foi o assunto do dia.

O vereador Umbelino Jr criticou a gestão do prefeito Eduardo Braide.

Umbelino Jr. Foto: Leonardo Mendonça.

Eu quero dizer aqui que as entidades também, como tem a dos rodoviários que já decretaram que irão entrar em greve daqui a 72 horas, porque os quase R$ 10 milhões que estão junto à Prefeitura e eram para ajudar o transporte público coletivo, não é feito nada e repousam lá nos cofres da Prefeitura, ou sabe lá Deus aonde, mas não chega lá ponta. Eu peço que tenham complacência e que não julguem e nem condenem os rodoviários”

O prefeito também foi criticado pelo vereador Marquinhos (DEM):

Olha, dá para fazer muita coisa. Dá para sinalizar muitos bairros. Dá para comprar centenas de paradas de ônibus bonitas, modernas e novas. Nós falamos aqui na tribuna e quando comentamos algo que desagrada o prefeito, ele já nos vê como inimigo, adversário e oposição. Só que na verdade o que se quer é ajudar a cidade e proporcionar para a população qualidade de vida. Para governar é necessário ouvir as pessoas, a arte de governar é saber ouvir as pessoas. O prefeito não ouve. O pior é que o prefeito não escuta esta Casa Legislativa.

Marquinhos, Foto: Leonardo Mendonça.

Já Marlon Botão dedicou parte do seu discurso para falar sobre alternativas de transporte para a capital e sobre o constante clima de insegurança.

Marlon Botão. Foto: Paula Caruá.

“Desde o início do mandato, tenho defendido que a nossa cidade precisa de novos modais de transporte. Precisamos de um trabalho planejado de curto, médio e longo prazo para resolver o caos que é o transporte público da nossa cidade […] Precisamos enfrentar de forma efetiva o caos que é o transporte público da nossa cidade. A nossa população não pode ser refém e precisa deixar de ser massa de manobra para qualquer interesse pessoal, particular ou partidário. O usuário do sistema que já tem um serviço caótico precisa ser tratado com respeito e deixar de conviver com a insegurança de ameaças de greves das operadoras”

Botão também destacou que a parte da Prefeitura está sendo feita em relação ao repasse para os empresários do setor.

Afinal, tudo que foi acordado em março lá no TRT está sendo cumprido por parte da prefeitura. Os três milhões que foram comprometidos de serem repassados está sendo feito, hoje mesmo já saiu a parcela de dezembro.

Esse assunto é tão recorrente na Câmara e problemático para a cidade, que já foi objeto, este ano, de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

Leia mais sobre isso em “E a CPI do transporte público?”

O presidente dessa Comissão, Chico Carvalho (Avante) citou o Inquérito Civil aberto por conta da CPI e pediu mais providências.

Infelizmente, esse caos não se dá apenas na nossa cidade, mas quase no Brasil inteiro. Então, venho endossar o pedido do vereador Manoel Filho pela realização da Audiência Pública para que o secretário Diego Baluz posso dar as explicações necessárias e assim evitar a greve.

Chico Carvalho. Vereador: Leonardo Mendonça.

Está agendada uma reunião com o Ministério Público do Trabalho para amanhã (6) na sede do MPT para que a justiça dê seu parecer sobre o assunto e tente solucionar a questão.

O vereador Marcelo Poeta (PCdoB) já havia proposto um painel para que a questão do transporte público fosse debatida, mas até o momento esse evento não teve data divulgada.

O que já se tem previsão é que o prazo de 72 horas dito pelo sindicato está se esgotando e a população segue apreensiva.

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