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Olimpíadas: saltos ornamentais

Kawan Pereira, um dos representantes brasileiros dos saltos ornamentais em Tóquio. (Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA)

Entrando no clima das Olimpíadas, o MaInd está realizando uma série de matérias sobre os esportes que vão fazer parte dos jogos. Conheça os saltos ornamentais!

Os saltos ornamentais chamam a atenção por ser uma modalidade olímpica que é uma das mais disputadas pelo público. Nesta prova, os atletas dirigem-se até uma plataforma elevada (ou um trampolim), de onde saltam, realizando uma série de movimentos em direção à piscina.

Existem registros dos saltos ornamentais há 4 mil anos, com pinturas de povos babilônicos, caldeus e egípcios, que mergulhavam de pontos altos em direção ao mar para buscar alimentos e até tesouros.

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Como modalidade, os saltos ornamentais passaram a ser praticados na Europa a partir de 1600; no século XIX explodiu a prática da natação e popularizou-se ainda mais a prática do esporte em diversos países. A primeira documentação fotografada de uma disputa foi realizada em 1871, e a ponte de Londres foi utilizada como plataforma; não demorou para que se estabelecesse uma espécie de torre, de onde os atletas passaram a saltar durante as competições.

 O esporte estreou nos Jogos Olímpicos de Saint Louis, em 1904; mas somente na edição de 1912, em Estocolmo, as mulheres passaram a competir. O Brasil fez sua primeira participação em Olimpíadas na edição de Antuérpia, em 1920, com Adolpho Wellisch, vencedor da primeira competição nacional, realizada no Rio de Janeiro, em 1913.

Regras dos saltos ornamentais

Em olimpíadas existem dois tipos de provas: trampolim de 3 e de 10 metros, podendo ser disputadas por homens (que precisam saltar 6 vezes) e mulheres (que saltam 5). Elas podem ser individuais ou em sincronia (dupla).

As notas são dadas por uma banca de juízes, de zero a dez. Descartam-se a maior e a menor nota, e o resultado final é a média das notas dadas pelos juízes. Antes da competição, deve ser entregue à bancada um documento com os movimentos a serem realizados pelo atleta, e que devem ser seguidos a risca durante a apresentação.

Alguns dos movimentos executados incluem:

Grupada: o atleta salta com os joelhos juntos, voltados para o peito, com o corpo dobrado;

Esticada: que ocorre com o corpo reto;

Livre: uma combinação com as posições básicas;

Carpada: o corpo está dobrado, mas as pernas permanecem esticadas.

Especificidades dos saltos ornamentais. (Arte: rededoesporte.gov.br)

O Brasil classificou quatro atletas para as provas individuais de saltos ornamentais. Ingrid Oliveira (plataforma 10 m), Isaac Souza (plataforma 10 m), Kawan Pereira (plataforma 10 m) e Luana Lima (trampolim 10 m). As disputas ocorrem entre os dias 25 de julho e 7 de agosto.

Veja os movimentos no vídeo abaixo!

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