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Eliziane Gama destaca importância na apuração dos documentos da compra da Covaxin

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Parlamentar participou da sessão da CPI em que os irmãos Miranda apontaram as supostas fraudes na compra da vacina Covaxin

Após sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), desta sexta-feira (25), com os depoimentos do servidor do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Miranda e o deputado federal, Luís Miranda (DEM-DF), a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), representante da bancada feminina do Senado, destacou a importância da apuração sobre as suspeitas de fraude contratual no contrato de compra da vacina indiana Covaxin.

Em seu depoimento, Luís Ricardo apontou as divergências nas notas fiscais chamadas “invoices” e disse que suspeitou de uma fraude que poderia levar ao pagamento antecipado de R$ 220 milhões de reais a uma empresa de Cingapura, na compra da vacina. O que seria ilegal.

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Na coletiva, a senadora observou a modificação nas datas destas invoices, que ao serem corrigidas, foram mantidas com a data anterior.

“Eles mantêm uma data retroativa (nas invoices) mesmo fazendo uma alteração três ou quatro dias depois. Fica muito claro, pra mim, a tentativa de dizer que o documento foi feito mesmo dia 19 (de março de 2021) e não tinha nenhuma inconformidade. Só agora, com a CPI, com acesso a esses e-mails é que isso fica de forma clara”, disse.

Eliziane - Maranhão Independente
Senadores na coletiva de imprensa pós sessão da CPI da Pandemia – Foto: Reprodução

Para a parlamentar é necessário aprofundar mais sobre este fato para concluir se houve a suposta fraude. Ela também afirmou que mesmo que a correção da invoice tenha sido feita é preciso se atentar do porquê os documentos foram mantidos com a data da primeira nota.

Durante os questionamentos que fez aos depoentes, Eliziane Gama observou que há um evidente caso de corrupção que pode estar envolvendo o governo federal.

“Nós estamos diante aqui de uma situação clara de indícios de corrupção. O volume bilionário a ser pago para uma empresa, uma off-shore em um paraíso fiscal, que aliás, já havia sido questionada, aqui do lado, no Paraguai, que já havia sido questionada, inclusive, na sua própria região, de repente, aqui, numa tentativa de antecipação de algo em torno de R$ 200 milhões”, disse a senadora.

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