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Coletivo Área T realiza leilão para compra de cestas básicas para pessoas trans em vulnerabilidade

Coletivo já está arrecadando doações em produtos, serviços e dinheiro. Imagem: Reprodução/Instagram.

Pessoas trans em vulnerabilidade de todo o Maranhão podem ser beneficiadas com as doações.

Nos dias 16, 17 e 18 de junho, vai ser realizado pelo Coletivo Área T o Leilão TransBazar com o objetivo de arrecadar recursos para a compra de cestas básicas para a população transexual em situação de vulnerabilidade do Maranhão.

O Área T está recebendo doações de alimentos, produtos, dinheiro (via Pix eleocaiom@gmail.com) e até de serviços a serem leiloados no evento, como manicure e cabeleireiro.

Coletivo Área T

Esse coletivo nasceu em 2019 com o nome de TransBazar, tendo como objetivo arrecadar produtos para serem vendidos e o dinheiro recebido ser revestido em retificações de certidões de nascimento das pessoas trans. Caio Mendonça, coordenador do Área T, falou sobre o início do projeto.

A gente começou com esse movimento. Em novembro de 2019, a gente fez o nosso primeiro evento no anfiteatro do Odylo Costa Filho em que a gente , além de fazer a venda desses produtos que foram doados, a gente reuniu várias pessoas para conversar, para dialogar, fazer palestras, com temáticas da nossa realidade, da realidade da população trans. Então foi um evento que além de arrecadar recursos para ajudar as pessoas trans que não têm verba para essa retificação, também passamos conhecimento. No ano passado, antes da pandemia, começamos a fazer o movimento de ampliar os nosso projetos, daí que surgiu o Coletivo Área T.

Caio Mendonça é coordenador do coletivo, além de membro da AMATRA (Associação Maranhense de Travestis e Transexuais) e do Fórum Estadual LGBTI+ do Maranhão.

Além do evento que vai ser realizado este mês, o Coletivo Área T tem outras ações de apoio para pessoas trans em todo o Maranhão.

Projeto Clínica Trans – atende pessoas trans contando com a assistência voluntária de 4 psicólogos que realizam atendimentos presenciais ou remotamente. Dada a enorme quantidade de pessoas que buscam o serviço, as portas estão abertas para outros psicólogos que queiram colaborar. Interessados podem entrar em contato pelo e-mail coletivoareat@gmail.com ou pelo telefone (98) 991944242.

Consultoria jurídica – profissionais na área do Direito auxiliam pessoas trans no processo de retificação de certidão de nascimento.

Transbazar – o leilão desse mês vai ser para arrecadas dinheiro para cestas básicas, mas o Transbazar é realizado para arrecadar dinheiro para arcar com os custos necessários para realizar a retificação de certidão de nascimento de pessoas trans de todo o estado.

Pessoas interessadas em colaborar com o Coletivo e com o Leilão Transbazar devem entrar em contato por meio do:

Processo de retificação

Uma das grandes dificuldades entrentadas por pessoas transgênero é ter documentos que indicam um gênero e um nome com que a pessoa não se identifica.

Essa situação torna-se mais incômoda quando a pessoa trans começa a fazer o processo gradativo de transição, pois modifica a sua aparência, mesmo que não tenha sido realizada a cirurgia de redesignação sexual.

Por essa razão, é permitido que sejam realizadas retificações nos documentos da pessoa trans. O processo requer o pagamento de taxas (somam aproximadamente R$ 300,00 no Maranhão) e pode ser demorado. Mas, para facilitar, foi elaborado um manual para orientar pessoas que queiram fazer essa mudança. Leia aqui.

A Defensoria Pública do Estado do Maranhão também auxilia pessoas trans que quiserem realizar essa correção e ainda conseguem tornar gratuitas algumas taxas (exceto as custas de tabelionato de protesto que custam, em média, R$ 49,90).

Para receber atendimento, é necessário entrar em contato com o órgão pelos telefones ao lado.

O DPE/MA ainda disponibiliza outros contatos e informações. Tenha acesso clicando aqui.

Mas e o nome social?

O nome social é a forma como as pessoas trans são chamadas socialmente, um nome diferente do que está registrado nos documentos.

É um direito determinado pelo Decreto nº 8727/2016 que permite o uso do nome social e reconhece a identidade de gênero de travestis e transexuais nos âmbitos da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

A diferença para o processo de retificação, é que quando se opta pelo uso apenas de nome social, os documentos pessoais ficam inalterados.

Leia mais matérias na editoria de Cultura.

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